quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

ÁFRICA - Um milhão de crianças correm o risco de morrer de fome na região do Sahel



A organização internacional Action contre la Faim (ACF) lançou o alarme sobre o perigo que correm mais de 10 milhões de pessoas, e em especial um milhão de crianças, que estão esgotando as reservas alimentares necessárias para sobreviver na região do Sahel. Segundo um comunicado divulgado por ACF e enviado à Agência Fides, Níger, Mali, Mauritânia, Burkina Fasso e Chade a partir do próximo mês de março sofrerão um período de penúria de duração de pelo menos seis meses. Trata-se novamente de uma crise anunciada: os sistemas de alerta que seguem as precipitações, o estado das colheitas e os preços dos gêneros alimentares nos mercados locais não erram.

Este ano, o hunger gap, o período de tempo desde quando acabam as reservas até a próxima colheita, está atrasado, e entre cinco e sete milhões de famílias já em outubro terão concluído as reservas alimentares antes das próximas colheitas.

Consequentemente, as organizações internacionais humanitárias calculam que existirão 2,6 milhões de casos de subnutrição aguda e, desses, um milhão de crianças africanas sofrerão de desnutrição severa, o estado mais próximo da morte. Os mais atingidos serão as crianças com menos de cinco anos de idade, as mulheres grávidas e as que estão amamentando. Para limitar os efeitos desta crise, ACF iniciou um programa de intervenção imediata e mobilizou as forças internacionais sem esperar a emergência. 

FONTE: Agência Fides - 31/01/2012

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

A força da Acolhida

 

Como faz bem quando damos espaço, em nossas vidas,
para acolher e integrar as pessoas no âmbito de nossa
convivência! Significa expressão concreta de hospitalidade e de
acolhida no contexto do diálogo e da partilha de dons próprios
de vida.

Valorizar e acolher são gestos significativos de
fraternidade e de nobreza humana dentro do contexto da dimensão
própria da vivência cristã. Significa reconhecer o outro,
levando em conta o valor da pessoa imbuída de dons comunitários.

Acolher é fruto de despojamento, de despir-se de
todo egoísmo e roupagem individualista. A sociabilidade acontece
no dialogo e no valor que damos aos que nos cercam, fazendo do
outro um “outro eu”. É como fazer uma boa obra para o irmão.

A fraternidade é acompanhada pala alegria e pela
bondade gratuita. Aí experimentamos a verdadeira generosidade
que vem do nosso coração. Não é gesto de teoria, de
princípios racionais, mas de sensibilidade do coração.

O bem que fazemos não deve vir de atitudes de
grandeza individualista, mas da simplicidade e do brilho da
verdade. É insensatez agir apenas com sensacionalismo e
organizações poderosas que estragam as pessoas.

A força da acolhida está em extirpar da vida
tudo que for inspirado e apoiado em vil egoísmo, vontade de
poder e opressão dos semelhantes. Dentro de um mundo
marcadamente egoísta não é fácil ter atitudes sinceras de
acolhida.

Na verdade, temos que aprender a usar a nossa
liberdade para viver bem em relação às demais pessoas. É
preciso saber reagir contra os conceitos que marcam a sociedade e
nos levam a ser insensíveis com os outros.

Não é fácil acolher as pessoas de pouca
importância social e usar de hospitalidade para com elas. Mas é
ato nobre na vida de quem o faz. Até os atos mais simples com
elas são extremamente valiosos.

Há o perigo do “ter brilho” na sociedade,
dando valor somente às pessoas graúdas e não levar em conta
uma criança e uma pessoa mais simples. Acontece que a verdade
sai da boca das pessoas mais pequeninas.

Texto do nosso querido e amado Bispo - Dom Paulo

Dom Paulo Mendes Peixoto – Bispo de São José do Rio Preto.